domingo, 5 de dezembro de 2010

Acabei de achar um texto meu da 8ª série (2005)...Desiludida desde aquela época! HUAHUAUHA

Sentimento involuntário. Traz sofrimento, traz angústia, tristeza. Traz depressão, vontade de morrer. Viajar acordado, amar. Palavra que depende de um complemento para mudar uma vida. O complemento "correspondido", poucos conhecem. É a parte boa. A que traz cores à vida, paz, vontade de passar cada minuto pensando no outro, ao lado dele. Mas nada é para sempre, portanto acaba em desilusão e solidão. O outro complemento é o que mói. Esse todos conhecem bem. Já não existe vida, nem cores. Vivendo apenas por obrigação, só de corpo. Esperando a carne acabar-se. Desilusão e solidão.
Enfim, o amor é isso. É bom enquanto dura, mas o fim nunca é feliz. Mas ainda há os que se iludem. Os que acham que pode ser diferente com eles. Sempre tem o mesmo fim.
Amor é uma palavra usada muito facilmente, sendo que não é assim, tão simples. Tem muito mais que quatro letras. Tem sentimento, envolvimento, se não, é paixão, o que já muda tudo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Preciso escrever, mas nao sei o que. Um fluxo de emoções indo e vindo, saindo e entrando. Memórias que chegam sem a minha permissão e invadem a minha cabeça quando eu menos espero. Uma euforia exacerbada, uma vontade de sorrir se confundem com a angustia de não conhecer o amanhã. Esse amanhã tão perto, aqui, do meu lado, mas tão misterioso. Uma vontade de abandonar tudo, de me aventurar, enquanto meus planos não condizem com nada disso.Preciso ficar, estar, enfrentar, sem nem ao menos saber o que é exatamente. Quero ficar de molho no alcool. Quero deixar de, quero ficar sem. Se é que eu tenho.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Jaz aqui um corpo e somente isso. Um corpo sem orgulho, sem pedidos. Sem expectativas, sem pesares. Sou carne e osso em movimento. Sem pensamento, sem sentimento. Me levaram tudo de uma vez só. Agora vejo este corpo de fora. Vagando, perdido, sem saber o que fazer. A vida me foi tirada de um jeito tão doce, que não pude nem lutar. Ela se foi, assim, com a brisa do início de uma primavera seca. Não espero flores para esta estação.

sábado, 3 de julho de 2010

Não se pode alcançar o sol. Quando menos se espera a lua está no céu. Reivindicando suas horas. Disputando seu espaço com milhares estrelas, que por sua vez brilham e brilham, trazendo um coração esquecido. Um sonho nunca revelado. Pobre animal que ama e não é amado. E ainda assim, ama todo dia. Sem nem perceber que a vida é arrancada de suas mãos, tragada pelo destino. E depois jogada aos ventos, lá, perdida, aniquilada, exposta. Cuspida na caneca dos horrores, em uma cama de hospital. E agora não existirá mais sol. Tarde demais.
Todo dia é dia
Quero aproveitar minha vida
Quero sorrir e chorar
Quero cuspir ódio na sua cara
Para depois te abraçar
Quero dizer que te amo
Quero dizer a todos o quanto amo
Amo a vida, o prazer, o amar
Amo ilicitamente
Quero sentir o risco me cortando
E ameaçando levar minha alma.
Quero pensar que perdi e me dilacerar
Para depois perceber que ganhei
Ou não.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Vejo você
Sinto seus lábios
Mas é coisa da minha cabeça.
Toco em você
Me envolvo em seus braços
Pra mim já não é mais surpresa.
Cansei disso tudo
Dessa repetição
Nunca mais falarei
Do meu coração.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Vocês me quebram e depois querem me colar. Mas depois de um tempo peças pequenas não grudam mais. E o total não será mais perfeito. E as partes deixadas pelo caminho também eram importantes. Eram meu eu. Compaixão, paciência, alegria. Carinho, amor, esperança. Peças deixadas para trás. Assim vou me desfazendo. Vocês vão me desfazendo. Até o dia em que sobrar somente meu coração. Então vocês poderão guardá-lo. E, quem sabe, finalmente possam sentir algum arrependimento.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Tudo que eu queria, tudo que eu sonhava. Todas as minhas escolhas, todos os desejos. Tudo que eu pensava. Tudo pelo qual lutei, tudo que deixei de lado. Escolhas, vitórias, fracassos. Histórias, alegrias, tristezas. Está tudo no lugar. Tudo no tempo certo. Não consigo imaginar nada de outra forma. É como se eu estivesse no caminho certo. Pelo menos por enquanto. E essa sensação. Essa satisfação. É inexplicável. Como se cada pensamento meu tenha de alguma forma se realizado. Não exatamente igual, mas com a mesma intensidade, com as mesmas emoções. "No lugar certo, na hora certa". Talvez isso exista mesmo! E o melhor é que nada aconteceu como um conto de fadas. Houve sofrimento. Muitos obstáculos. Horas em que eu achava que simplesmente não dava mais. Mas a minha crença está correta: Nada dura para sempre. Então assim como toda essa sensação boa pode sumir, a dor sempre some também. De fato, no geral estou bem feliz ultimamente. E se reclamo, é porque sou humana.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Confesso que no início fiquei chocada e achei que não iria aguentar. Conheço apenas uma história bem de perto, onde ocorreu a mesma coisa, e até hoje estão na mesma. Já superaram a raiva faz muito tempo, mas continuam cada um na sua. Acho que a parte mais difícil é esse começo, quando temos que continuar nos encontrando pelos cômodos da casa, continuar tendo a mesma vida, com quase tudo em comum. Mas agora, 1 semana depois, já estou bem mais forte! Não sei até que ponto aguentaremos isso, mas estou superando. Já consigo passar por você sem querer pular na sua cabeça, como costumava fazer. E a assistir filmes sozinha. Almoçar sozinha, sorrir sozinha, rir das minhas próprias piadas, falar sozinha. O problema é que eu não quero superar.
Enfim, nada ver...Só um desabafo mesmo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Meu corpo anda inquieto ultimamente. Não sei ao certo o que estou sentindo. Olhar para as pessoas me deixa nervosa. O tempo não passa. Ainda tenho uma hora sentada aqui. Não consigo focar meu olhar. Meus pés não param e meus dedos ficam batucando na mesa. É como se tivesse uma bomba em meu peito. Não sei quem a colocou, nem como tirá-la. Não sei se é boa ou ruim. Não consigo prestar atenção no que aquela pessoa está explicando. Sei que é importante, mas simplesmente não consigo ouvir. Quero sair daqui, me mexer, andar, correr. Ainda tenho 40 minutos sentada aqui. E continuo inquieta.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sei que um dia ainda conseguirei lembrar de você sem sorrir. Você será apenas um rosto vagando pela minha memória. Quando por acaso eu lembrar de você, não virá mais o seu cheiro, nem seu gosto, nem seu sorriso. Não conseguirei mais lembrar como era seu abraço, nem sua risada. Lembrarei vagamente de você. Talvez consiga lembrar seu nome se me esforçar um pouco. Já não lembrarei da sua voz, nem da maciez de seu rosto. Seus carinhos não estarão mais gravados em minha cintura, nem em meu rosto. Meus fios de cabelo já não lembraram de suas mãos. Se eu te encontrar na rua, meus pés continuarão a andar. Minhas pernas não irão tremer, e meu coração continuará no compasso. Você já não estará mais em meus sonhos. Sei que vou superar tudo isso. Algum dia. Enquanto isso não ocorre, que meu coração tenha força o bastante para aguentar. E que a minha mente o ajude, lembrando-lhe que você já não voltará.