quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Há quanto tempo não escrevo! Talvez tenha perdido toda aquela inspiração que os adolescentes costumam ter. Mas a luz acabou e de repente me veio uma vontade de escrever qualquer coisa. Presumo que seja pelo tédio. Será que eu escrevia muito porque estava muito entediada? Ou porque não conseguia falar, então colocava tudo para fora através das letras? Muito provável. Tantas coisas mudaram! Meus pensamentos mudaram, minhas atitudes mudaram, minhas expectativas mudaram. Amadureci e pouco sobrou do que eu costumava ser. Ainda sou sedentária, ainda acredito muito nas pessoas, ainda sou tímida. Ainda não tenho um emprego. Continuo rindo de coisas bobas e sendo estúpida à toa. Mas já não guardo tanto minhas palavras. Já não tenho tanta vergonha do que sou. Também consegui me deixar amar. E como é bom! Bom saber que não preciso medir palavras, que ele vai estar sempre ali, que posso pedir cafuné, que tenho alguém pra me esquentar. Bom saber que se eu beber demais terei alguém pra cuidar de mim. É, acho que essa foi minha maior mudança. O amor me fez ter esperança, me fez ser mais alegre, me fez correr atrás do que eu quero. Amar é um grande empurrão para a vida. E me fez perceber que tudo que eu sentia antes era só um sentimento não correspondido que me sugava energias, me tirava a alegria e o sorriso, algo que não sei nomear, mas que hoje sei que não é amor.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Acabei de achar um texto meu da 8ª série (2005)...Desiludida desde aquela época! HUAHUAUHA

Sentimento involuntário. Traz sofrimento, traz angústia, tristeza. Traz depressão, vontade de morrer. Viajar acordado, amar. Palavra que depende de um complemento para mudar uma vida. O complemento "correspondido", poucos conhecem. É a parte boa. A que traz cores à vida, paz, vontade de passar cada minuto pensando no outro, ao lado dele. Mas nada é para sempre, portanto acaba em desilusão e solidão. O outro complemento é o que mói. Esse todos conhecem bem. Já não existe vida, nem cores. Vivendo apenas por obrigação, só de corpo. Esperando a carne acabar-se. Desilusão e solidão.
Enfim, o amor é isso. É bom enquanto dura, mas o fim nunca é feliz. Mas ainda há os que se iludem. Os que acham que pode ser diferente com eles. Sempre tem o mesmo fim.
Amor é uma palavra usada muito facilmente, sendo que não é assim, tão simples. Tem muito mais que quatro letras. Tem sentimento, envolvimento, se não, é paixão, o que já muda tudo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Preciso escrever, mas nao sei o que. Um fluxo de emoções indo e vindo, saindo e entrando. Memórias que chegam sem a minha permissão e invadem a minha cabeça quando eu menos espero. Uma euforia exacerbada, uma vontade de sorrir se confundem com a angustia de não conhecer o amanhã. Esse amanhã tão perto, aqui, do meu lado, mas tão misterioso. Uma vontade de abandonar tudo, de me aventurar, enquanto meus planos não condizem com nada disso.Preciso ficar, estar, enfrentar, sem nem ao menos saber o que é exatamente. Quero ficar de molho no alcool. Quero deixar de, quero ficar sem. Se é que eu tenho.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Jaz aqui um corpo e somente isso. Um corpo sem orgulho, sem pedidos. Sem expectativas, sem pesares. Sou carne e osso em movimento. Sem pensamento, sem sentimento. Me levaram tudo de uma vez só. Agora vejo este corpo de fora. Vagando, perdido, sem saber o que fazer. A vida me foi tirada de um jeito tão doce, que não pude nem lutar. Ela se foi, assim, com a brisa do início de uma primavera seca. Não espero flores para esta estação.

sábado, 3 de julho de 2010

Não se pode alcançar o sol. Quando menos se espera a lua está no céu. Reivindicando suas horas. Disputando seu espaço com milhares estrelas, que por sua vez brilham e brilham, trazendo um coração esquecido. Um sonho nunca revelado. Pobre animal que ama e não é amado. E ainda assim, ama todo dia. Sem nem perceber que a vida é arrancada de suas mãos, tragada pelo destino. E depois jogada aos ventos, lá, perdida, aniquilada, exposta. Cuspida na caneca dos horrores, em uma cama de hospital. E agora não existirá mais sol. Tarde demais.
Todo dia é dia
Quero aproveitar minha vida
Quero sorrir e chorar
Quero cuspir ódio na sua cara
Para depois te abraçar
Quero dizer que te amo
Quero dizer a todos o quanto amo
Amo a vida, o prazer, o amar
Amo ilicitamente
Quero sentir o risco me cortando
E ameaçando levar minha alma.
Quero pensar que perdi e me dilacerar
Para depois perceber que ganhei
Ou não.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Vejo você
Sinto seus lábios
Mas é coisa da minha cabeça.
Toco em você
Me envolvo em seus braços
Pra mim já não é mais surpresa.
Cansei disso tudo
Dessa repetição
Nunca mais falarei
Do meu coração.