sábado, 3 de julho de 2010

Não se pode alcançar o sol. Quando menos se espera a lua está no céu. Reivindicando suas horas. Disputando seu espaço com milhares estrelas, que por sua vez brilham e brilham, trazendo um coração esquecido. Um sonho nunca revelado. Pobre animal que ama e não é amado. E ainda assim, ama todo dia. Sem nem perceber que a vida é arrancada de suas mãos, tragada pelo destino. E depois jogada aos ventos, lá, perdida, aniquilada, exposta. Cuspida na caneca dos horrores, em uma cama de hospital. E agora não existirá mais sol. Tarde demais.

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